“Aos apelos de um povo nasce uma Congregação …”

Quando Deus chama, não dá para resistir. Seu chamado é exigente e o passo seguinte – a resposta – é sempre no desconhecido. Vendo a realidade brasileira, Madre Gertrudes sente o seu coração comover-se.

     Na pequena cidade de Chiuro – Província de Sôndrio, Itália, filha de Giovani Baptista Toloni e Catarine Rodolfi, nasce Martina Toloni, no dia 7 de agosto de 1876. O casal já tinha duas filhas: Maddalena e Caterine Luigina. Deus quis que dessa família nascesse uma pessoa que iria sinalizar, através da sua consagração, uma faceta do projeto do Reino Deus.

     Martina foi criada em um orfanato e em meio a tantos afetos e testemunhos, se uniu às Irmãs Guanelianas, no desejo de doar sua vida a Deus e aos Irmãos. Em 1904, Madre Gertrudes de São José chega enfim ao Brasil, como missionária junto aos imigrantes filhos de italianos. Como grande educadora, Madre Gertrudes sente-se interpelada pelo desejo de estar no meio da juventude, como ela mesma diz: “Eu creio que, com o passar do tempo, seria o caso de abrir uma escola de estudo e trabalho, e um oratório festivo para atrair também aquelas mocinhas da fábrica e com jeito delicado conduzi-las pelo caminho certo”

     Em 1927, Madre Gertrudes vê seu pequeno projeto missionário sendo realizado nas terras férteis de Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo. Insere-se na nova realidade e com 51 anos, mas cheia de vigor, as margens do Rio São Francisco e aos pés do Itabira inicia a nova missão, lança a semente pequenina que hoje é árvore gigante. Ao fundar a Congregação das Irmãs de Jesus na Eucaristia, ela tem como companheira Madre Josefina do Sagrado Coração.

     

A primeira inspiração de Madre Gertrudes foi a JUVENTUDE.

     Há uma grande preocupação de Madre Gertrudes com a educação e formação da juventude.

Para responder aos apelos de Deus, passa por várias Congregações; mas nenhuma responde a seus ideais.

     No final de junho de 1927, chega a Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, em companhia da noviça Irmã Josefina do Sagrado Coração de Jesus.

Com certeza Madre Gertrudes, em seu peregrinar, lembra das palavras do Padre Lavignani: “Filha, estudei bem seu caso e acho que o Sagrado Coração de Jesus quer mesmo da senhora alguma coisa. Sim, minha filha, a senhora fundará uma Congregação a qual será do agrado de nosso Senhor, se espalhará em todo o Brasil e talvez pelo mundo todo. (… ) O lugar onde a senhora fará a sua fundação não será em São Paulo, mas num outro lugar bem mais longe. (…) Coragem! E sempre avante!”

     Aos poucos, Irmã Gertrudes vai percebendo que está numa terra hospitaleira. Cachoeiro de Itapemirim é uma cidade promissora, ganha autonomia econômica. Porém, o povo sente falta de um colégio católico na cidade e apela para que irmã Gertrudes fique e dê inicio a uma escola que responda às necessidades educacionais de que tanto a população sentia falta.

     A bela cidade cercada de lindas montanhas é o terreno propício para acolher os anseios e aspirações de Irmã Gertrudes. Após consultar a Igreja, conversando com Dom Benedito Paulo Alves de Souza, Bispo da Diocese do Espírito Santo, Irmã Gertrudes recebe o decreto que fala da construção de um Colégio e a fundação da nova Congregação. A chácara do senhor Chuquer é o lugar da nova fundação.

     Em 10 de outubro de 1927, nasce a Congregação das “Irmãs de Jesus na Eucaristia”. Madre Gertrudes de São José funda a nova família religiosa com a ajuda de Irmã Josefina do Sagrado Coração.A graça de Deus fertiliza a Congregação. Impulsiona Madre Gertrudes a irradiá-la, atraindo jovens para formar a comunidade, sendo as primeiras: Helena Cardoso, Emília Fontes e Luiza Debona.

     A Congregação cresce e se expande para o Brasil, Bolívia e África. Atuando nas áreas da educação, saúde e inserção nas Paróquias e Meio Social, as Irmãs vão assumindo a missão nas várias realidades, buscando ser fiel ao ao mandato de Jesus: "Ide e ensinai a todos o evangelho a todas as criaturas."

     O Carisma deixado por Madre Gertrudes se fundamenta no: “Manifestar ao mundo a compaixão do Pai Providente, revelada em Jesus, no seu gesto de alimentar a multidão faminta e desamparada. (cf. Const. Art. 3) No mandato de Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (cf. Mc 6, 37), junto à criança, ao jovem, ao enfermo e ao pobre.

“Todas vós, minhas filhas, estais colocadas em lugares onde muito podeis trabalhar para a salvação das almas; fazei-o com entusiasmo, usai todas as indústrias para convertê-las e ficai certas de que não vos há de faltar o modo e a ciências de conseguir este tão nobre fim, visto que o amor de Jesus sugere tantos meios para atrair os pecadores, remidos pelo seu preciosíssimo sangue”. Madre Gertrudes de São José - C. 115

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